Jovens gestores com mentalidade arcaica: Por que trabalhar muito não significa produzir bem.
Robson Vitorino · 26 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

Em 2015, Ernest M. Johnson, presidente de uma das maiores consultorias financeiras do mundo, surpreendeu o mercado ao renunciar ao seu cargo executivo. O motivo? Ele havia recebido uma carta de sua filha listando todos os momentos mais importantes da infância dela que ele havia perdido por causa do trabalho.
Ele percebeu, tarde demais, que trocara a presença na vida das pessoas que amava por uma agenda lotada de jantares de negócios e viagens corporativas.
Essa história não é isolada. Pesquisas mostram que o Brasil é um dos países onde mais se trabalha no mundo, com milhões de profissionais cumprindo jornadas superiores a 55 horas semanais e levando pendências para casa.
E aqui está a grande ironia: trabalhar até o esgotamento não torna você mais produtivo.
Estudos globais apontam que são necessários quatro trabalhadores brasileiros para gerar o mesmo nível de produção de um único trabalhador americano. Nós não trabalhamos pouco; nós trabalhamos mal, soterrados por uma gestão arcaica que confunde horas de sofrimento com resultado.
O drama dos "jovens gestores velhos"
O que mais preocupa no cenário atual é ver jovens profissionais assumindo cargos de liderança e replicando exatamente os piores vícios da gestão da era industrial:
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Demandar respostas de trabalho pelo aplicativo fora do expediente;
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Estimular a competição predatória no time;
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Tratar a exaustão física e mental como "selo de comprometimento".
Envelhecer profissionalmente não é uma questão de idade biológica. Envelhecer é fechar-se para o novo, repetir fórmulas ultrapassadas e continuar usando o medo e o controle como ferramentas de gestão.
O resultado dessa matemática doentia é a epidemia de Burnout, depressão e processos por danos morais na Justiça do Trabalho.
É hora de rejuvenescer a sua liderança
Liderar com eficácia no século XXI exige abandonar os dogmas do passado. Lideranças modernas entendem que a verdadeira produtividade nasce do equilíbrio, do respeito ao tempo livre e do foco em entregas inteligentes.
Se a sua rotina exige que você abra mão da sua saúde e da sua família para manter o crachá, a sua gestão falhou. É hora de rejuvenescer a forma como você cuida do seu negócio e da sua vida.
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Robson Vitorino é CEO da MAXTA Human Intelligence, psicanalista, autor e professor colaborador do IBMEC.
Perguntas frequentes
Sobre o autor
Robson VitorinoCEO e fundador da MAXTA Human Intelligence
Especialista em inteligência comportamental, liderança e saúde organizacional. À frente da MAXTA, desenvolve análises baseadas em DISC e Big Five para apoiar pessoas e empresas em decisões de carreira, gestão e cultura.
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